Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
Fernando Pessoa
Diogo Cão foi uma figura pioneira, sendo
o primeiro a usar o padrão de pedra como marca de descoberta. Foi ele que,
fazendo viagens de reconhecimento, trouxe dados que permitiram atingir a África
do Sul, navegando ao largo da costa. (“Areal moreno”)
O padrão assinala a parte humana das Descobertas. Diogo Cão refere:
“da obra ousada,
é minha a parte feita”, e deixa o resto ao fatum, “o por-fazer é só com Deus”.
Para Pessoa, é a “Cruz ao alto” que lembra a Diogo Cão – símbolo para todos os navega-
dores e todos os Portugueses – a razão suprema do desejo de navegar.
é minha a parte feita”, e deixa o resto ao fatum, “o por-fazer é só com Deus”.
Para Pessoa, é a “Cruz ao alto” que lembra a Diogo Cão – símbolo para todos os navega-
dores e todos os Portugueses – a razão suprema do desejo de navegar.
Diogo Cão
São muito pouco os dados existentes sobre Diogo
Cão. Não se sabe o nome dos seus pais, mas sabe-se o nome do seu avô, Gonçalo
Cão.
Pensa-se que nasceu em Vila Real, onde
existe ainda uma casa que se pensa que terá sido a sua.
Não se sabe nada sobre a sua infância, nem
da sua adolescência, os primeiros vestígios que sabemos da vida dele, são da
sua juventude.
Entrou ao serviço da casa de D. Henrique,
onde foi escudeiro e depois cavaleiro.
A sua ligação ao Infante tê-lo-á iniciado no conhecimento das coisas do mar, e a sua juventude foi dedicada às tarefas marítimas.

